A Luta do Poder Contra a Maçonaria

23,00 € cada Peso: 593 g
Largura: 15 cm
Comprimento: 23 cm


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Especificações

978 972 780 602 7
416
2.ª edição - Maio de 2017

António Loja

«Aquele que foi um dos mais prestigiados historiadores portugueses e diligente investigador na área da Maçonaria, o Professor Doutor António Henrique de Oliveira Marques, referiu a obra que agora publicamos em 2.ª edição, A Luta do Poder contra a Maçonaria – Quatro perseguições no século XVIII, como sendo livro de indiscutível mérito e revelador da capacidade de investigação do seu autor.

Destacando, nas perseguições movidas à Maçonaria no século XVIII, os motivos de ordem religiosa, evidentes na Europa Central sobretudo em solo alemão, as perseguições violentas, patrocinadas em Portugal pela Inquisição e depois pela Polícia de Pina Manique, ganham rapidamente um carácter obviamente político sobretudo depois do eclodir da Revolução na França, mais uma vez vincando a cumplicidade existente entre o Absolutismo e a Igreja Católica no propósito evidente de travar o curso da História e opôr-se à modernização/substituição das instituições.

Esta Luta do Poder contra a Maçonaria inscreve-se no cenário mais vasto de uma sociedade portuguesa decadente e exausta pela aventura dos descobrimentos e conquistas. Além disso está amesquinhada pelos poderes crescentes da Inglaterra e da França que prendem os países menos poderosos na teia irresistível dos seus exércitos e das suas esquadras. Decorre nas nossas cidades e nas pequenas comunidades rurais, liga entre si por interesses tornados comuns grupos sociais habitualmente adversos, e conduz alguns membros da Nobreza a indispor-se com os seus iguais na procura das novas ideias, arrasta dezenas de sacerdotes a posições de conflito com as suas hierarquias pela sua adesão militante às novas lojas maçónicas e finalmente ganha a força de um irresistível movimento de fundo que conduz às revoluções liberais em todos os países europeus e, logo depois, nas colónias da América do Norte e do Sul.

O prestígio da Maçonaria cresce na visão de toda a sociedade da época. E não é por casualidade que a mulher do morgado Luis Vicente do Carvalhal Esmeraldo, um dos mais prestigiados membros da nobreza madeirense, onde as Lojas prosperaram antes de surgirem no Continente, afirma publicamente que todo o homem que não era Pedreiro Livre não devia ter o título de homem.»